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Empreendedores de todos segmentos frequentemente se perguntam de quais modos é possível conferir segurança ao seu negócio. Para eles, “como reduzir o risco de fraude?” é uma pergunta recorrente e uma preocupação constante. Será que existe uma maneira realmente confiável de assegurar seus dados e transações?

A tecnologia de blockchain, dentre suas diversas aplicações, atualmente desponta como possível solução a esse problema. Confira aqui os principais tipos de fraude em empresas e descubra como essa inovação pode ser uma importante aliada em seu combate.

Quais são os principais tipos de fraudes ocorridas nas empresas?

Segundo o levantamento sobre fraudes empresariais no Brasil — feito pela empresa de investigação norte-americana Kroll e divulgado pela revista Exame no início de 2018 — 74% das organizações teriam sofrido ao menos um episódio de fraude nos 12 meses anteriores à pesquisa.

Para a consultoria KPMG, por sua vez, também em dados veiculados pela Exame, a apropriação indébita de recursos da empresa, tais como roubos de estoque, é a principal ocorrência que se dá nas organizações, representando 56% dos casos. Outro tipo de fraudação é o vazamento de informações, que em grande parte das vezes está relacionado à ação de algum colaborador da própria empresa, que tem acesso a dados privilegiados e se aproveita de sua posição para fornecê-las a concorrentes em troca de dinheiro ou influência, por exemplo.

Outras fraudes recorrentes são furto, roubo, sabotagem, desperdício voluntário, desvio de valores e sonegação.

Como o blockchain pode ajudar a evitar fraudes?

Resumidamente, pode-se descrever o blockchain como um banco de dados público no qual podem ser registrados arquivos digitais de qualquer formato ou origem, tal qual um livro geral de registros. A sua particularidade, no entanto, é que ele é descentralizado, ou seja, não se encontra armazenado em apenas um local, mas sim distribuído entre vários computadores, os “nós” da rede.

Além disso, o blockchain funciona a partir de três características fundamentais:

  • imutabilidade: a informação registrada não pode ser removida ou modificada;
  • auditabilidade: a possibilidade de verificar todas as informações que estão registradas;
  • data e horário: conferência do momento exato no qual uma informação foi registrada.

Como, então, na prática, essa tecnologia pode ajudar a reduzir a possibilidade de fraude em empresas? Pelo menos em quatro vertentes, sendo elas a garantia de autenticidade, o armazenamento descentralizado, a segurança por meio de criptografia e o rastreamento. Veja a seguir:

1. Garantia de autenticidade

Por conta desse conjunto de qualidades, o blockchain possibilita que sejam feitos registros de autenticidade de documentos, obras de propriedade intelectual e assinaturas de contratos, por exemplo.

Cada um destes documentos pussuirá um número identificador exclusivo, conhecido como hash, que funciona como uma espécie de DNA digital. Para gerá-lo, é utilizado um algoritmo que calcula a assinatura digital do documento. Na eventualidade de o arquivo original ter sofrido alguma alteração, o hash gerado pelo processo não será o mesmo, de forma que o empresário ficará ciente da ocorrência de fraude do documento.

Além disso, os documentos armazenados no blockchain não podem ser dele removidos ou alterados, garantindo a certeza de que a informação registrada é autêntica.

2. Armazenamento descentralizado

Conforme mencionado anteriormente, o blockchain é um sistema descentralizado, ou seja, nele as informações não se encontram concentradas em um único ponto de vulnerabilidade. Isso quer dizer que é praticamente impossível alterar algo registrado no blockchain, já que, ao contrário de plataformas normais, não se tem apenas uma única base de dados a ser modificada, mas diversas cópias em servidores diferentes.

Pelo mesmo motivo, ataques de hackers também se tornam muito mais difíceis de serem executados.

3. Segurança por meio da criptografia

Outro ponto importante da tecnologia de blockchain é que nela os dados são armazenados de forma pseudonimizada. Com isso, mesmo na remota possibilidade de a rede ser vítima de um ataque bem-sucedido, os hackers não conseguirão ter acesso aos documentos e arquivos nela registrados.

4. Rastreamento

Como cada registro no blockchain é acompanhado da data e horário em que foi feito (o chamado timestamp), as informações são mantidas de forma linear e organizada, tornando fácil verificar e auditar os processos internos da empresa.

Por fim, através da criação de identidades verificadas, o blockchain também auxilia na comprovação de que um colaborador é ele mesmo, permitindo visualizar quais atos estão sendo praticados na frente de um computador da empresa, de quem são determinadas assinaturas e acessos e assim por diante.

Conclusão

O blockchain pode ser utilizado, portanto, como uma importante ferramenta no combate à fraude, fazendo com que as empresas tenham mais segurança em sua rotina.

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