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Denunciar fake news tornou-se uma prática comum nos últimos meses.

O fenômeno das notícias falsas ganhou popularidade no noticiário após a eleição do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump emplacar o termo como uma forma de referir-se a notícias que não possuíam toda a verdade (ou apresentavam simplesmente uma versão fantasiosa de fatos).

E nesse ano, em que o Brasil passará por uma das eleições mais polarizadas da sua história, as fake news também devem se fazer presentes no cenário político nacional. A tendência é que elas sejam utilizadas para manipular informações tanto para prejudicar como para impulsionar candidatos.

Quer saber mais sobre o tema e como denunciar fake news com o auxílio da tecnologia de blockchain? Então veja o nosso post de hoje!

O que são fake news?

Boatos e hoax não são uma novidade na internet e tão menos na nossa sociedade. A propagação de notícias falsas para fins políticos está presente na humanidade desde antes da criação da imprensa. Porém, a internet criou mecanismos para que informações manipuladas conseguissem um alcance (e um poder) muito maior.

Esse é o fenômeno das fake news. O termo é utilizado para identificar publicações falsas (ou parcialmente verdadeiras) espalhadas por mecanismos de busca e redes sociais. Elas aproveitam-se da popularização da internet para ganhar maior alcance e gerar receitas financeiras a quem as divulga ou para fins políticos.

Quais fatores levam pessoas a criarem as fake news?

Como apontamos, as fake news em geral surgem por dois motivos específicos e que, em geral, andam juntos. Elas podem ter fins políticos (atrapalhar a eleição de um candidato, criar uma narrativa baseada em fatos irreais ou impulsionar um movimento político organizado) ou apenas financeiro, gerando receitas com mecanismos de publicidade direcionada por meio da criação de notícias com alto potencial de viralização.

A criação de uma notícia falsa para fins políticos, por exemplo, auxilia a criação de versões alternativas de fatos (ideia que é conceituada pelo conceito de pós-verdade) e no ataque a outros políticos.

Um exemplo está no PizzaGate, um hoax que acusava a existência de uma rede de pedofilia mantida por políticos do Partido Democrata, nos Estados Unidos e que tinha como sede uma pizzaria. A história falsa surgiu no 4chan e foi replicada por sites famosos por compartilharem conteúdos falsos.

A publicação de notícias falsas para fins financeiros também possui impactos no mundo real. Muitas notícias podem ter gerar eventos no mundo real, como é o caso das fábricas de fake news que influenciaram as eleições americanas

Qual o processo de criação de uma fake news?

As fake news podem ser publicadas em páginas e blogs que imitam empresas de jornalismo reais para ganhar veracidade ou em veículos que se colocam como mídia alternativa. As notícias são construídas com um sofisticado trabalho de SEO, além de utilizarem linguagem sensacionalista ou abordar temas reais com trechos falsos, para auxiliar na validação do conteúdo como verdadeiro.

Após ser publicada, a notícia é compartilhada por uma rede de perfis falsos. O criador de conteúdos pode inclusive pagar para que redes sociais como o Facebook ampliem o alcance do artigo.

Isso é feito utilizando um direcionamento preciso, que impulsiona a notícia para públicos selecionados e mais propensos a compartilharem o artigo. Toda fake news é produzida e distribuída com o apoio de uma estrutura que apela para o viés de confirmação do usuário, o que maximiza o seu alcance.

Como Google e Facebook estão trabalhando para identificar fake news?

Tanto o Google quanto o Facebook, dois dos principais mecanismos de divulgação de notícias da internet, estão criando ferramentas de checagem de fatos. Elas serão usadas como meios para identificar, reduzir o alcance e denunciar ao usuário que um link contém fake news.

No caso do buscador, os resultados de buscas que direcionam para notícias receberão um selo de verificação sobre o nível de veracidade da notícia. Antes que ele acessar qualquer link, será exibido se o conteúdo é verdadeiro, a agência que fez a checagem e quem fez a divulgação do fato falso.

Já o Facebook, preparando-se para as eleições desse ano, anunciou mudanças e parcerias com duas agências de verificação de notícias: Aos Fatos e Lupa. A ideia é reduzir o alcance orgânico das fake news em até 80%.

As agências terão acesso a uma lista de notícias falsas que são denunciadas pelos usuários. Uma vez que as informações dos links sejam verificadas, elas receberão um selo de veracidade que será exibido ao usuário sempre que o conteúdo for publicado.

Notícias marcadas como falsas não poderão ser impulsionadas por páginas. As que insistirem na ideia poderão, inclusive, ter o seu alcance reduzido e a possibilidade de monetizarem conteúdos cortada.

O que fazer para denunciar fake news?

Durante as eleições o trabalho de identificar uma notícia falsa com fins políticos será relativamente fácil. Em dezembro de 2017, o TSE anunciou que pretende criar uma ferramenta para que usuários denunciem fake news pela internet. O canal também deve servir para que eleitor reportar crimes eleitorais (como compra de votos), ampliando a capacidade do eleitor fiscalizar políticos durante o período eleitoral.

Como ferramentas baseadas em blockchain, como as desenvolvidas pela OriginalMy, podem contribuir para as denúncias de fake news?

Quem trabalha com tecnologia já deve ter ouvido falar sobre blockchain. A tecnologia, derivada do Bitcoin, está mudando a forma como empresas fazem negócios, gerando economia e revolucionando a maneira como instituições trabalham com normas de transparência. Os usos são variados e podem, inclusive, incluir mecanismos para denunciar fake news.

Em poucas palavras, o blockchain é uma base de informações compartilhada entre vários nós de rede com mecanismos de segurança contra fraudes. A sua estrutura permite que qualquer informação nele seja verificada para identificação de alterações não autorizadas e é justamente essa filosofia que permite o seu uso no combate a fake news.

Há também a chance de utilizar imagens de notícias falsas em processos. Hoje, o processo para validar uma postagem é feito em cartórios. Porém, o documento emitido para dar valor legal à postagem, muitas vezes possui um valor que pode tornar processos inviáveis.

Mas, graças ao blockchain, advogados podem utilizar soluções como a OriginalMy para o combate à fake news que propaguem calúnias de seus clientes. A ferramenta escaneia a página e gera um relatório no formato .pdf que é certificado em blockchain para garantir que o conteúdo estava publicado daquela forma no momento em que o relatório foi gerado. Assim, a compilação de provas a favor do cliente será mais ágil e econômica.

Isso permite gerar a autoprova durante um processo, reduzindo o tempo necessário para registrar um conteúdo falso. Por fim, o registro contará com uma série de mecanismos para garantir que a informação foi gerada em um ambiente confiável. E caso o usuário deseje, a autenticação em cartório poderá ser feita, dando ainda mais validade ao relatório.

Ficou interessado nessa tecnologia e quer saber como o blockchain pode ser utilizado para outros fins além de denunciar fake news? Então, fale com a gente!