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A nossa convidada para o penúltimo episódio da primeira temporada do LegalTalk foi a Amanda Lima, advogada e professora de Direito Digital, e um dos maiores nomes do blockchain no Brasil.

Na conversa, ela falou o papel transformador que a tecnologia pode ter no mundo do direito, mas alertou que as inovações devem ser usadas de modo crítico e para solucionar problemas específicos, já que não existe solução mágica que possa resolver tudo. Isso vale inclusive para o blockchain. Segundo ela, o advogado deve ter o seguinte raciocínio:

“A primeira coisa é: você precisa de registros imutáveis para a sua solução? Se você não precisar, então você não precisa de blockchain. Todo mundo hoje acha que precisa ou de inteligência artificial ou de blockchain, é impressionante, mas às vezes ela precisa só daquele banco de dados, de um excel, de um papel, de anotar num bloco de notas do celular, e mais nada. Tecnologia tem mais a ver com efetividade – você entender qual o seu problema e qual a tecnologia aplicável – do que você achar que ela vai resolver todos os seus problemas.”

Com esse foco em soluções específicas e concretas, ela  enfatizou que o blockchain pode ser extremamente eficaz para funções como a preservação de provas, já sendo inclusive aceito pelo TJ/SP. Ela explicou como prints de tela não são provas sólidas o suficiente, e como a ata notarial é demasiado cara e lenta, sendo inviável em vários casos:

“Se eu tenho a assinatura de contratos e eu agrego a tecnologia blockchain, eu vou agregar o valor da imutabilidade para aquelas assinaturas. Do mesmo jeito a informação sobre uma ofensa: se eu faço isso em um print e o juiz talvez não vá aceitar – porque vários advogados ajuizam ação só com print – por que é que eu vou ajuizar uma ação só com um print se eu posso fazer um PACWeb [certificação em blockchain oferecida pela OriginalMy] e agregar o valor da imutabilidade? 

[…] Sempre que a gente fala em blockchain, a gente está falando em uma maior responsabilização entre as pessoas.  É idenitificar que aquela coisa é ela mesma. E essa é a beleza do blockchain: ela não resolve tudo, mas onde você usa, você consegue ter uma responsabilização das pessoas e um nível maior de conscientização, que as pessoas entendam que aquele ato que ela vai fazer, vai ficar lá de forma imutável, e ela será responsabilizada.”

Você pode assistir à live completa no vídeo abaixo e ter acesso a esses e muitos outros insights trazidos pela Amanda. Não perca!

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Quer saber mais sobre como o blockchain pode ser usado para a coleta de provas? Então não deixe de conferir o nosso artigo no portal JOTA Blockchain: TJSP reconhece validade de prova coletada sobre conteúdo online e marcar uma chamada com o nosso representante de vendas!