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Você provavelmente já deve estar um tanto quanto exausto de ler sobre eleições esse ano, né? Entre a polarização do debate e a discussão sobre aqueles que parecem ser os mesmos temas de sempre, muitas pessoas gostariam de poder simplesmente deixar a política de lado. No entanto, por mais tentador que isso possa parecer, nós precisamos estar presentes nesse momento tão crucial para o Brasil, já que o que decidirmos agora vai ter impacto pelos por décadas!

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Os candidatos nessas eleições possuem posicionamentos dos mais diversos, mas uma tendência comum pode ser percebida: em sua grande maioria, eles defendem a redução da burocracia e a otimização da administração pública. Vários deles, inclusive, citaram explicitamente a tecnologia de blockchain como um aliado importante nessa empreitada.

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O blockchain é, em resumo, uma base de dados distribuída e descentralizada, na qual dados são registrados de forma imutável. E agora você deve estar se perguntando… O que é que ele tem a ver com as eleições? Nós decidimos fazer aqui um compilado para explicar essas possibilidades e mostrar casos em que ele já foi usado no Brasil, então não deixe de conferir esse post!

Vantagens do blockchain para as eleições

Vários países já estão testando a tecnologia para as eleições. Nos Estados Unidos, por exemplo, os militares da Virgínia Ocidental no exterior poderão, já nas eleições de 2018, votar pelo celular com um aplicativo baseado em blockchain. Nós já listamos anteriormente as seis vantagens do uso do blockchain para esse processo, mas vamos recapitular rapidinho aqui:

  • verificação mais segura da identidade do eleitor através do Blockchain ID;
  • maior transparência, tornando o processo de auditoria dos votos muito mais simples;
  • impossibilidade de se alterar o resultado, já que as informações registradas são imutáveis;
  • resultado mais seguro, pois não pode ser alterado, e mais rápido, pois pode ser verificado em tempo real;
  • redução de custos, minimizando a infraestrutura mobilizada pelo poder público;
  • maior participação, principalmente de eleitores com dificuldade de locomoção ou que estejam domiciliados no exterior.

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Você também pode conferir abaixo o nosso vídeo comentando essas vantagens!

Blockchain nas eleições da ABFintechs

No Brasil, o blockchain ainda não foi utilizado em eleições públicas, mas ele já foi usado, de modo pioneiro, para eleger a nova diretoria da Associação Brasileira de Fintechs, em outubro deste ano. A eleição, que contou com o Blockchain ID da OriginalMy, trouxe economia de tempo e dinheiro, sendo cerca de 6.5 vezes mais barata que a tradicional!

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Combate às fake news

O blockchain também pode ser utilizado no combate às fake news, que têm se tornado uma verdadeira epidemia no nosso contexto eleitoral. Como as informações nesse sistema não podem ser alteradas, ele se torna uma excelente ferramenta para a produção de provas, por exemplo, nos casos em que se queira processar alguém por compartilhar conteúdo calunioso ou difamatório.

A OriginalMy desenvolveu um plugin para o navegador Chrome justamente com essa finalidade. Com ele, você pode escanear a página da internet que contenha notícias falsas e gerar um relatório em PDF, atestando que aquele conteúdo existia daquela forma em dado momento. Assim, mesmo que o post seja deletado, você possuirá a prova de que ele existia e poderá tomar as medidas cabíveis!

Você pode conferir mais sobre as possibilidades do blockchain no combate às fake news no vídeo abaixo.

Enquanto isso, no Brasil…

O candidato à presidência Fernando Haddad, por exemplo, virou notícia ao registrar em blockchain o seu plano de governo. Dessa forma, ele passa a ter um arquivo de referência, imutável, que pode ser utilizado para desmentir notícias falsas e boatos. Também nesse caso, foi usada a plataforma da OriginalMy, com o arquivo sendo armazenado na blockchain da Decred.

Outros presidenciáveis também fizeram uso da tecnologia. Marina Silva já havia usado o blockchain para registrar as doações feitas à sua campanha, de modo a torná-las mais transparentes e rastreáveis. Além disso, por meio da plataforma Voto Legal, ela promoveu uma campanha de financiamento coletivo, arrecadando quase R$ 100.000,00!

O candidato João Amoêdo, por sua vez, chegou mesmo a propor a criação de um “Governo Digital”, baseado em blockchain, no qual os cidadãos criariam identidades virtuais, que seriam a base para o acesso a serviços públicos diversos.

 

Blockchain e a democracia além do voto

O blockchain pode, ainda mais além, ser usado em várias iniciativas para aumentar a participação dos cidadãos na vida pública. Ele pode ser usado para dar mais publicidade às atividades do Legislativo, de modo que os eleitores possam acompanhar mais de perto o trabalho de seus representantes, ou mesmo para facilitar o acesso às informações contidas nos portais de transparência governamentais.

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Mudamos+ e a democracia direta

Um exemplo importante é o aplicativo Mudamos+, com o qual eleitores podem assinar projetos de lei de iniciativa popular. Segundo a Constituição Federal, se esses projetos colham as assinaturas de mais de um por cento do eleitorado (do município, do Estado ou do país, dependendo do caso), eles devem ser votados pelo Legislativo.

Ao contrário de plataformas de petição online como o Avaaz, o Mudamos+ verifica, também por meio da plataforma da OriginalMy, a identidade das pessoas que assinam o projeto, de modo que essas assinaturas possuam plena validade jurídica. Assim, além de reduzir a burocracia e os gargalos logísticos desse tipo de projeto, ele contribui para a realização de um direito constitutional, que é a participação direta na democracia brasileira.

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Como você pode ver, os usos do blockchain para a democracia, nas eleições e além, são variados e promissores, e alguns deles já estão inclusive sendo implementados no Brasil!

E aí, curtiu esse post? Então compartilhe com os seus amigos e inicie o debate sobre as possibilidades dessa tecnologia para a política você também!