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O Dia Internacional da Mulher não é apenas uma data de celebração, mas é também um lembrete. Um lembrete de que, embora muito tenha sido realizado desde o protesto de 1857 que nos deu o 8 de março, nós, mulheres, ainda temos um longo caminho a trilhar rumo à verdadeira igualdade.

Embora as mulheres trabalhem fora de casa há décadas, ainda assim recebemos consistentemente menos do que os homens na mesma posição e com as mesmas qualificações, e estamos sub-representadas em posições de poder e liderança. Dos 149 países pesquisados no novo Global Gender Gap Report do Fórum Econômico Mundial, apenas 17 atualmente têm mulheres como chefes de Estado, por exemplo, e apenas 24 das empresas da Fortune 500 são lideradas por mulheres.

Agora pense na indústria de tecnologia. Ela ainda é dominada por homens: 18,8% dos empregados no setor de tecnologia são mulheres, enquanto 17,7% das startups têm uma mulher como fundadora ou co-fundadora. Na área de blockchain e criptomoedas, a situação é ainda pior: apenas 5,5% dos investidores em criptomoedas são mulheres, e apenas 8,5% das startups cripto fundadas entre 2012 e 2018 tinham uma fundadora ou co-fundadora.

O mundo cripto precisa desesperadamente de mais mulheres. É comprovado que a diversidade torna as empresas mais bem-sucedidas, com empresas que têm alta diversidade de gênero sendo 15% mais propensas a ter retornos financeiros acima de suas respectivas medianas da indústria nacional. Além disso, diferentes perspectivas são cruciais se quisermos desenvolver produtos e serviços que realmente beneficiem a sociedade como um todo.

Na OriginalMy, estamos felizes em dizer que a gente não só fala, mas que de fato praticamos isso desde o primeiro dia: não só temos uma co-fundadora e COO, mas metade de nossa equipe é composta de mulheres. Neste post, vamos falar sobre elas e apresentar uma entrevista especial com a Miriam, então não perca!

Conhecendo as mulheres da OriginalMy

Pedimos que nossa equipe de mulheres incríveis se apresentasse, dizendo quem são, o que fazem na OriginalMy e qual é o seu background. Isso aqui foi o que elas disseram:

Miriam Oshiro, COO

“Sou a Miriam e como COO eu acabo me envolvendo em todas as áreas da OriginalMy. Sou responsável pela área financeira e gosto de encarar meu trabalho como se eu estivesse regendo uma orquestra, se todas as áreas não estiverem alinhadas, no mesmo ritmo, todo o resultado é prejudicado. Vim da área de exatas mas não de tecnologia, sou graduada em química e engenharia química. Comecei a empreender em 2013 na área de Healthcare, é uma área muito gratificante.” 

Solange Gueiros, CTO

“Meu nome é Solange Gueiros, mas todo mundo me chama de Sol. Sou responsável por Tecnologia e Blockchain. Sou formada em Ciência da Computação e Pedagogia, ambas pela Universidade de São Paulo.”

 

Jay Hamideh, Gerente de Comunidade

“Meu nome é Jay e sou a Gerente de Comunidade da OriginalMy. Além de ser a pessoa que te responde no Telegram, sou responsável por escrever as coisas que você lê no blog e fazer alguns vídeos. Eu também sou advogada, então às vezes também lido com o jurídico da empresa, escrevendo relatórios e me certificando que estamos cumprindo as leis das jurisdições relevantes. Sou advogada do Brasil e vim para a Finlândia para fazer mestrado em Direito do Comércio Internacional. Eu trabalhei com startups por cerca de um ano antes de ingressar na OriginalMy.”

Mariana Zanotti, Marketing

“Eu sou a Mari e sou responsável pela estratégia e planejamento de marketing da OriginalMy. Com 7 anos de experiência no mercado, trabalhei com projetos de inbound marketing que contaram com a parceria de influenciadores, gerenciando a presença nas mídias sociais em plataformas como Pinterest, YouTube, Instagram e Facebook para marcas de diversos segmentos como Bombril, Itaú Cinemas, DAF Caminhões, eduK, OriginalMy e muitas outras. Essa minha bagagem, alinhado com as transformações da comunicação, me possibilitaram ter uma visão completa de todo o business e ecossistema digital.”

Sem querer me gabar nem nada, mas nós temos as mulheres mais bacanas de todos os tempos na equipe aqui, você não acha?

Entrevista com a COO Miriam

E agora, a mulher que todos nós admiramos, nossa co-fundadora, COO e pessoa responsável por manter ordem na casa e garantir que a empresa funcione da melhor maneira possível: Miriam Oshiro.

Como começou a sua experiência como empreendedora e quais as maiores dificuldades que enfrentou? Acredita que o empreendedorismo para a mulher tem alguns obstáculos diferenciados ou não?

Comecei minha jornada empreendedora em 2013 na área de healthcare, tinha um e-commerce voltado para o público 60+ e foi uma experiência maravilhosa, é um público extremamente desassistido, então o diferencial era o carinho com que tratamos nossos clientes e junto com outros fatores, viramos referência neste mercado.

O começo de qualquer coisa diferente do que você está acostumada é sempre difícil, para mim a maior dificuldade foi lidar com a realidade de qualquer empreendedor: a variação de faturamento. Meus pais me ensinaram a lidar com o dinheiro desde criança, então eu sempre soube exatamente o quanto eu poderia gastar e o gasto obrigatoriamente era menor do que o ganho. Ter um e-commerce com gastos fixos que eu teria que pagar mesmo se não vendesse nada, foi muito difícil.

Na área de healthcare, existem muitas mulheres empreendendo, então não senti barreiras nessa área. Diferente de empreender na área de tecnologia, que já vivi situações em que algumas pessoas se esforçam para manter o ambiente hostil para a entrada de mulheres. Eu mesma certa vez estava conversando com uma pessoa sobre blockchain, esta pessoa ficou contra-argumentando tudo o que eu dizia e quando o CEO disse exatamente o que eu tinha dito, com as mesmas palavras, a argumentação parou. Uma vez também em um evento, um jovem rapaz que claramente tinha começado a pouco tempo estudar sobre o assunto, veio falar comigo sobre blockchain e tinha muitos erros conceituais no que ele estava afirmando, expliquei para ele o que não fazia sentido, ele foi embora, provavelmente deu uma pesquisada e depois voltou para tentar argumentar novamente, foi engraçado, ele não se conformava por eu entender mais do que ele sobre este assunto, obviamente não sei tudo, mas sei um pouco, trabalho com isso desde 2015, vivo este universo todos os dias, então um pouquinho eu entendo.

Você trabalhou por muito tempo na área de engenheira química e agora, atua a frente de uma das maiores startups de tecnologia e blockchain. São duas áreas majoritariamente com lideranças masculinas. Além dos obstáculos, o que você pode apontar sobre a atuação das mulheres nesses segmentos? Você acha que existe alguma característica com relação ao gênero que ajuda a mulher a se destacar nesse mercado?

Eu acredito que é uma questão de tempo até as mulheres conquistarem mais espaço em posições de liderança na área de exatas, não é muito comum ver mulheres nessas áreas então para mim é um dever pessoal apresentar essa possibilidade para as meninas crianças e adolescentes, para que elas saibam que pode ser uma opção sim seguirem em carreiras na área de exatas, hoje vejo pouquíssimas iniciativas nesse sentido.

Mulheres conseguem executar várias tarefas ao mesmo tempo o que ajuda muito a entender o todo e não executar uma tarefa isoladamente. Principalmente dentro de uma startup, entender como as coisas estão conectadas faz toda a diferença. Ninguém executa nada que não vá influenciar o trabalho de todos, quem entende isso e molda as atitudes no dia a dia do trabalho, se destaca.

Sabemos que vocês fizeram parte do programa de aceleração do Google for startups. Eles deram alguma orientação com relação à contratação de mulheres?

O Google sempre incentivou fortemente a contratação de mulheres e a diversidade em geral dentro das startups. Algumas startups que eram compostas 100% por homens, saíram do programa de residência muito mais perto de atingir o equilíbrio entre homens e mulheres. E acho importante destacar que esse equilíbrio é saudável tanto para o ambiente de trabalho quanto para os resultados, a diversidade só traz benefícios.

As estatísticas da OriginalMy com relação à porcentagem de mulheres no quadro de funcionárias e nos cargos de liderança são bem diferentes das que vemos no mercado em geral. Você acha que esse fator traz um diferencial para a empresa? Qual a sua opinião sobre as mulheres no cargo de liderança?

A OriginalMy já nasceu diversa e este é um valor que faz parte do nosso DNA e que eu acredito que só traz vantagens, depois que outras mulheres além de mim começaram a integrar o time da OriginalMy, temos ideias diferentes, discussões diferentes, perspectivas diferentes e esse tipo de atitude faz com que sejamos pessoas melhores e uma startup melhor. Sobre as mulheres em cargos de liderança, eu acho ótimo, tanto para atrair mais mulheres quanto para atrair homens livres de preconceito, não consigo apontar nada de negativo em ter mulheres em cargos de liderança, demos um salto de qualidade depois que elas assumiram.

Você é a COO da OriginalMy, trabalha com gestão do tempo e ainda gere a sua casa e a sua vida pessoal. Sabemos que é uma demanda grande empreender e gerenciar a vida pessoal. Como você faz e o que aconselharia para a mulher empreendedora que anda sobrecarregada?

Realmente não é fácil conciliar a vida profissional com a pessoal, então cada uma deve fazer as escolhas conforme suas convicções e momento de vida. Empreender requer muita dedicação, não é uma tarefa simples e nem de curta duração, então se eu pudesse dar um conselho, seria: empreenda por um propósito de vida, se você trabalha por um propósito, todo esforço vale a pena.

 

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