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Quem aqui já não viu no Facebook ou recebeu no grupo de Whatsapp da família aquelas notícias que parecem bizarras demais para serem verdade? Sinceramente, não sei você, mas eu me deparo com VÁRIAS dessas todo dia, principalmente agora em época de eleiçőes!

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Essas são as chamadas fake news, ou notícias falsas. Apesar de não serem exatamente uma novidade, elas têm ganhado um destaque especial nos últimos tempos – principalmente depois da eleição de Donald Trump. Durante a corrida presidencial americana de 2016  surgiram vários escândalos relacionados à manipulação de informações e à propagação de “verdades alternativas”.

No Brasil, elas também estão causando rebuliço nas eleições, sobretudo com conteúdos falsos criados para beneficiar ou prejudicar candidatos. Segundo o IBOPE, 85% das pessoas acham que essas notícias vão influenciar o resultado da votação!

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O número é alto, e essa preocupação faz sentido. Nós vivemos em um mundo onde informações são compartilhadas de modo tão rápido que simplesmente não dá tempo de parar e analisar cada uma. Ainda pior, a maior parte de nós não tem nem o preparo necessário para isso! Enquanto algumas fake news são bastante absurdas e podem ser identificadas com certa facilidade, outras misturam informações verdadeiras com as falsas, ou tratam de temas tão complexos que fica díficil checar a sua veracidade.

As fake news podem até parecer uma coisa pequena se comparadas com os muitos outros problemas do país, mas não são! Ao contrário, elas podem causar danos reais. A situação é tão grave que o Senado propôs até um projeto de lei para combatê-la: o PL 473/2017 traz pena de até três anos, além de multa, para pessoas que divulgarem notícias que sabem ser falsas.

A moral da história? As fake news precisam ser combatidas COM URGÊNCIA, e você pode ajudar nisso.

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Como então combater as fake news?

Em primeiro lugar, apesar de parecer óbvio, devemos começar a PRESTAR MAIS ATENÇÃO no que lemos, galera! A notícia está trazendo informações que parecem suspeitas ou exageradas demais? VERIFIQUE AS SUAS FONTES! Em tempos de notícias falsas,  analise com cuidado tudo o que não vier de lugares conhecidas e seguras. Como boa prática, consulte em 2 outras fontes antes de ACREDITAR numa notícia e sair espalhando ela por aí.

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A segunda etapa é RESISTIR À TENTACÃO DE APERTAR O BOTÃO DE COMPARTILHAR! Se você viu um conteúdo que não parece ser totalmente verdadeiro e é polêmico, não compartilhe! É assim que as fake news viralizam e acabam indo parar em tudo quanto é lugar. Você já ouviu aquela expressão “uma mentira contada mil vezes acaba se tornando verdade”? Então! Quanto mais pessoas compartilharem esse tipo de conteúdo, mas gente vai acabar acreditando nele! Não se esqueça, você também é responsável pelo que é disseminado pela redes!

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A terceira etapa é DENUNCIAR. Como você provavelmente já sabe, é possível denunciar posts e páginas de redes sociais como o Facebook e o Twitter. Essas, no entanto, não são as únicas opções. Uma nova ferramenta está se popularizando como uma aliada nessa luta: a tecnologia do blockchain.

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Usando o blockchain contra as fake news

A tecnologia do blockchain tem se tornando bastante conhecida por conta de criptomoedas como o bitcoin, mas os seus usos vão muito além do dinheiro virtual. Em resumo, ela é uma base de dados distribuída e decentralizada, que funciona como um grande livro-registro. Antes que você me pergunte “OK, mas e daí?”, vamos ao ponto crucial: nela, as informações são registradas com um carimbo de tempo (o timestamp) e não podem ser alteradas ou apagadas.

E qual a relação disso com as fake news?

Bem, vamos por partes. Caso você decida tomar medidas contra uma notícia falsa como, por exemplo, processar a pessoa responsável por ela, você vai precisar produzir provas. O problema é que páginas na internet podem ser removidas, então você corre o risco de que, quando for à delegacia prestar queixa, a postagem não esteja mais lá!

Atualmente é possível registrar em cartório que a notícia existe, mas esse procedimento tende a ser caro e trabalhoso (como praticamente tudo que envolve os cartórios, convenhamos…).

Com o blockchain, no entanto, esse processo pode ficar bem mais fácil e barato. A OriginalMy, por exemplo, oferece um plugin que escaneia a página que contém a fake news e gera um relatório em PDF de que o conteúdo estava publicado daquela forma naquele momento. Esse relatório fica certificado no blockchain, então mesmo que a notícia falsa seja removida, a prova de que ela existiu permanecerá. Você pode ler mais sobre como esse procedimento funciona na nossa seção sobre autenticação de conteúdo da web.

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E aí, o que você acha da atual onda de fake news? Tem alguma sugestão do que pode ser feito para ajudar a combatê-la? Então poste aqui nos comentários e não se esqueça de compartilhar com os seus amigos para que eles fiquem por dentro desse tema tão relevante!

Veja também o nosso post sobre as vantagens do blockchain para as eleições e sobre como o aplicativo Mudamos está contribuindo para a democracia no Brasil.